A cada acordar após sonhar me convenço de que os sonhos não passam de um "cerebral game", um jogo do cérebro brincando de probabilidades. Mostrando possibilidades de maneira surreal, usando dados de experiências vividas ou sentidas, de um passado antigo ou recente, ou mixando um presente com um futuro atemporal! Nada mais do que um jogo de possibilidades do ego liberto provisoriamente do super-ego. Neurônios corticais aproveitam que outras áreas estão em repouso e descarregam frenetricamente te mostrando as possibilidades do ser e do existir, misturando randomicamente experiências e cenários, medos e desejos, em cenários novos possíveis e impossíveis! Sonhos são feitos de vivências prováveis. E se fosse assim? E se fosse desse jeito? Sonhos são a vida em outra dimensão! Como em Matrix...
segunda-feira, 11 de maio de 2009
De que matéria são feitos os sonhos?
A cada acordar após sonhar me convenço de que os sonhos não passam de um "cerebral game", um jogo do cérebro brincando de probabilidades. Mostrando possibilidades de maneira surreal, usando dados de experiências vividas ou sentidas, de um passado antigo ou recente, ou mixando um presente com um futuro atemporal! Nada mais do que um jogo de possibilidades do ego liberto provisoriamente do super-ego. Neurônios corticais aproveitam que outras áreas estão em repouso e descarregam frenetricamente te mostrando as possibilidades do ser e do existir, misturando randomicamente experiências e cenários, medos e desejos, em cenários novos possíveis e impossíveis! Sonhos são feitos de vivências prováveis. E se fosse assim? E se fosse desse jeito? Sonhos são a vida em outra dimensão! Como em Matrix...
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Afinal, celular é cancerígeno?
Segundo um conceituado neurocirurgião australiano, com especialização na famosa Clínica Mayo nos EEUU, Dr. Vini Khurana, de Camberra, SIM! (Pesquise no Google: Vini Gautam Khurana).segunda-feira, 20 de abril de 2009
Pequena introdução a um tratado sobre o jacaré humano

Jacaré é um adjetivo/substantivo substantivamente presente no dia-a-dia dos humanos modernos. Há vezes em que um humano, não mais que de repente, pode se tornar um jacaré em fugaz e breve metamorfose. Na maioria das vezes um jacaré humano já nasce definitivamente metamorfoseado.
A principal etiogenia do jacareismo é a educação. A má educação ou a educação imperfeita é que dá a duração das crises, de breves e situacionais a estado definitivo de jacaré completo e acabado.
Reconhecer um jacaré ou perceber se você mesmo já tem traços ou já e o próprio não é fácil, mas alguns itens são denunciantes.
A seguir, a compilação de situações que, segundo estudiosos de etologia animal e comportamento social atuantes nesse país, denunciam, ou pelo menos, dão uma pista do que é essa nova ciência que caracteriza essa fauna, a jacareologia ou “aligatory” como já é conhecida na ciência alternativa...
Um jacaré verdadeiro adora obstruir passagens e caminhos; corredores e acessos são seus preferidos; de preferência em bandos, em magotes dispostos em linha horizontal, como num arrastão em sua direção; cuidado, pois para um jaca, você é invisível, eles te abalroam ou te atropelam sem a menor cerimônia ou pedido de desculpa.
Por essas alturas você já pensou que um jacaré é simplesmente um mal educado, um “impolited”; pode ser, mas um mal educado não é sinônimo. Um jacaré é algo mais. Talvez um “cronópio” como o tacharia Julio Cortázar.
As situações onde o jacaré mais se manifesta, ou nas quais você pode liberar um jaca de dentro de você, estão no trânsito.
Por exemplo, querendo sair de um estacionamento qualquer ou de uma garagem de casa ou edifício, aguardando uma oportunidade há intermináveis minutos, de repente vislumbra uma oportunidade, um carro vem próximo mas dá prá sair, mas aí quem vem no nesse carro? Claro, um Jaca-DT (de trânsito), e aí que que ele faz? Claro, acelera com vontade e ainda dá uma paradinha na sua frente obstruindo sua saída. Ele está de acordo com o pensamento padrão jacareista: ocupar todos os espaços possíveis, pensar que todos os espaços do universo são de seu uso exclusivo!
Uma de suas variantes é o Jaca-Buzinador, aquele que em trânsito, adora buzina. Buzinar por buzinar. Não aquela buzina simples, de aviso, mas aquela longa, repetida, acionada para acordar os monges no Tibet. E se ouvires buzinas estridentes à noite, pronto, fotografaste mentalmente o tipo. Se próximo a um hospital, foto completa e sem retoques, com todos os dentes de fora.
E se um DT definitivo vai à tua frente e você necessita ultrapassá-lo, nem tente buzinar ou dar sinal, ele pensa que está em uma “race”, numa competição, jacas têm complexo de Ayrton Senna ! Os mais aguerridos não dão passagem nem prá ambulâncias. O paciente morre lá dentro, a ambulância grita a sirene à vontade mas ele se planta na frente, se fazendo de surdo.
O Jaca-Rubens é o contrário do anterior: num fluxo de 60 ou 80 km/h ele viaja a no máximo 40, fazendo toda a fila perder os sinais verdes.
Já o Jaca-QQQA (quem quiser que advinhe), não sinaliza prá nada nem ninguém. Quem quiser que advinhe se ele vai dobrar ou frear. Com um desses à frente todo cuidado é pouco, melhor mesmo é manter a distância regulamentar, do contrário quem vai acabar tendo razão é ele. A lei o protege! Mas cuidado com as variantes do QQQA: o Jaca-ciclista ou o Jaca-moto. Eles se esgueiram de fininho entre os carros, e se arranhar, arranhou, azar o seu. O Jaca-ciclista vai de preferência na contra-mão e atravessando faixas de pedestres com sinal fechado.
Como vemos, o trânsito é o fator etio-patogênico mais causal para denunciar um uma variante de jaca ou simplesmente descobrir que você já faz parte da fauna.
Ainda existem mais n tipos. Na fila de caixa de um serviço qualquer, por exemplo, após um jacaré ser atendido ele age como se o caixa fosse seu exclusivamente: planta-se lá, abre bolsa, fecha bolsa, pega papel, guarda papel, arruma a carteira e ainda entabula uma última prosa com o caixa, é o Jaca-mané.
O bom jacaré sempre abre uma porta de um recinto pela banda esquerda, empurrando-a para dentro em direção a quem vem, pagando mico sem pedir desculpas.
Jacaré não tem classe econômica definida, pode ser A,B,C,D ou E.
Um bem conhecido e pagador de mico é o Jacaré-Cel, o jaca gritante de celular no ouvido, apregoando em alto e bom tom sua tola conversa, suas mazelas, suas demandas, como se o interlocutor fosse mouco e os circunstantes, interessados em seu papo gritado.
Mas jacaré fichado de placa e carteirinha é aquele que abre o som do carro em alto volume, como se o mundo também estivesse interessado em ouvir suas músicas bregas e, se está parado, abre as portas do carro, se em trânsito, desfila pela cidade impune à lei do silêncio e aos decibéis ensurdecedores. A carteirinha Nº 1 é a do Jaca-Placa 001, aquele vai com carro, som e tudo a uma praia pouco freqüentada. As pessoas estão lá curtindo numa boa, a brisa, o marolar das ondas, aí ele chega, tira apetrechos e liga o sonzão de maneira que os barcos ao largo também escutem, se aboleta e desaboleta os circunstantes...
Jaca-help é o que mal a gente entra em uma loja, pensando que está à vontade, às vezes apenas para olhar novidades mais de perto, ele já vai perguntando, com aquela voz que parece vir detrás do caixa: quer ajuda?... se dizemos não, ele fica nos acompanhando, com a quase certeza de que todos os fregueses são cleptomaníacos; se dizemos sim, logo ele nos abarrota de coisas que definitivamente não queríamos ou trata de sutilmente sermos despachados o quanto antes da loja evem com aquela indefectível e robotizada frase: “deseja mais alguma coisa?”. Se compramos calças, ele oferece meias ou cuecas, se camisas, calças.
O tratado poderia preencher páginas e páginas, poderia até ser objeto de uma monografia de sociologia, mas como blog é blog, espero que você, paciente leitor que nos acompanhou até aqui e que conhece outros tipos, mande sua colaboração.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
O poder da palavra

Não curto P.Coelho, mas o texto abaixo, garimpado em um jornal, traz uma reflexão sobre o poder da palavra que também é tema de um Haikai que fiz há algum tempo atrás (veja colunas ao lado) e me permiti transcrevê-lo porque traz uma verdade universal: a capacidade de destruição da palavra!
"De todas as poderosas armas de destruição que o homem é capaz de usar a mais infalível e a mais covarde é a palavra. Punhais e armas de fogo deixam vestígios de sangue. Bombas abalam edifícios e ruas. Venenos terminam sendo detectados. Mas a palavra destruidora desperta o Mal sem deixar pistas. Crianças são condicionadas durante anos pelos pais, artistas são impiedosamente criticados, mulheres são sistematicamente massacradas pelos comentários dos maridos, fiéis são mantidos longe da religião por aqueles que se julgam capazes de interpretar a voz de Deus. Procure ver se você está utilizando esta arma e ver se estão utilizando esta arma em você. E não permita nenhuma das duas coisas."
quarta-feira, 25 de março de 2009
English Micos - palavras pegadinhas em inglês
Café: local público onde se faz e se vende café e/ou lanches.sábado, 21 de março de 2009
Taí um Oscar bem merecido
"Quem quer ser um milionário", de Danny Boyle, mereceu realmente os 8 Oscars, os 4 Globos de ouro, os 7 prêmios do BAFTA e 1 prêmio do festival de Toronto. Tem tudo o que se deseja a ir a um cinema: bom script, muita ação, suspense, aspectos socio-culturais locais com valores universais, personagens psicologicamente fortes, bons atores (mirins e adultos) e como pano de fundo, um belo romance à moda antiga, quase impossível tendo como estorvo uma situação atual em bom estilo "naif". terça-feira, 3 de março de 2009
O outro cão d´agua de Obama

A secretária de Estado americana Hillary Clinton, em sua primeira visita ao Oriente Médio desde que assumiu o cargo, falou novamente sobre o "apoio inabalável" dos Estados Unidos a Israel, depois de uma reunião com o presidente israelense Shimon Peres.
"Quero enfatizar a contínua força da relação Estados Unidos - Israel (...), e nosso compromisso inflexível com a segurança de Israel", disse.
Ou seja, USA usa suas secretárias de estado como cães de guarda fiéis na defesa de Israel, sua ponta-de-lança imperial no meio do Oriente médio.
Será mesmo um outro cão dágua ou uma nova pitbush albina?
domingo, 1 de março de 2009
Conselhos de viagem
Se vai fazer uma grande viagem de avião veja alguns conselhos úteis de jornalistas do jornal Los Angeles Times e outros que eu mesmo acrescentei:quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Uma coisa puxou a outra?
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Viagem zen
Cruzar os mares,quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Doença do sono também é uma DST!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
O conceito de caridade em Eça de Queiros

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
A voz da elite não é a voz do povo

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Fradique Mendes, um internauta em 1900
Se Fradique Mendes, o personagem de Eça de Queirós em “Correspondência de Fradique Mendes, (Porto, 1900), vivesse nos tempos modernos seria um internauta viciado em sites e Blogs!
Leia-se o parágrafo abaixo, exarado por Fradique (ibidem):
“...só me resta ser um homem que passa através de idéias e fatos, infinitamente curioso e atento! A egoísta ocupação do meu espírito hoje consiste em se acercar de uma idéia ou um fato, deslizar suavemente para dentro, percorrê-los mudamente, explorar-lhes o inédito, gozar as surpresas e emoções intelectuais que possam dar, recolher com cuidado algum ensino ou parcela de verdade e sair, passar a outro fato ou outra idéia com vagar e com paz, como se percorresse uma a uma as cidades de um pais de arte e luxo, como turista da inteligência”! (Eça de Queirós)
domingo, 8 de fevereiro de 2009
O DISCRETO CHARME DA BURGUESIA

Revendo-se o discreto charme de um filme típico de Luis Bunuel, realizado em 1972 percebe-se que o filme continua uma parábola onírica atual, enigmática e ao mesmo tempo contundente sobre o clero e a burguesia.
Um clássico mundial do cineasta espanhol onde o inusitado e o insólito marcam cenas aparentemente surrealistas mas de uma clara lição a quem souber lê-las, como um analista em uma sessão psicoterápica, embora impregnadas de aspectos e pensamentos da esquerda da década de 70, pós barricadas parisienses de 1968.
25 cenas se dispõem como um"puzzle", um brinquedo de montar em 25 sessões de catarse. Seis personagens principais representados por atores desconhecidos, no melhor estilo Pasolini parecem dispensar o próprio Buñuel na direção.
Não é um filme para ser visto. É um filme para ser revisto no bom figurino "Cult".
Há tantas leituras possíveis quantas prováveis! O filme começa realmente na cena 2 e Buñuel dá seu recado mais importante entre a 2ª. e a 13ª cenas.
CENA 2: Restaurante.
O dono morreu, mas o restaurante abre como se nada tivesse acontecido! Show must go on.
Ao autor e atores não interessam pessoas ou verdades pessoais, interessa a arte em si, esta não deve faltar. O autor se despoja ao entrar para o altar da arte. O show deve continuar.
CENA 3: O burguês,
representante da elite do terceiro mundo, atira no cão de brinquedo alegando que a dona é terrorista. O velho chavão das ditaduras paranóicas da América latina.
CENA 4 : A droga,
trazida de contrabando pelo embaixador dos Estados Unidos. As elites também praticam seus pequenos (?) crimes. A elite corrupta sempre tira partido de sua posição política/social mas age discretamente, "comme il faut".
CENA 5: A casa.
Chegam as visitas, amigos, para um jantar que não se realizará.
Os anfitriões fazem sexo escondidos no jardim. (As amizades são superficiais e de conveniência.) São menos importantes que um ato sexual. Os visitantes aguardam e bebem enquanto discutem a forma certa dos copos de cristal para determinadas bebidas como se esse "savoir-faire" fosse a coisa mais importante do mundo.
CENA 6 : Os anfitriões.
Escondidos num mal cuidado jardim, fazem sexo, alheios ao que se passa em sua casa. (Buñuel tenta mostrar que para um bom burguês, casa não tem o mesmo sentido de lar. Para a burguesia, lar-doce-lar é uma frase inventada pela classe média. Casa é apenas o espaço que hora se ocupa.
CENA 7: A frase clichê:
“Nenhum sistema pode dar educação ao povo". (Mas educação, para o interlocutor, é apenas uma questão de etiqueta: saber como beber preparar e beber um Dry Martini. Para corroborar a tese, testam o motorista). Cansados de esperar os donos da casa, decidem ir embora, menos pelo casal, mais pelo tédio.
CENA 8 : A Igreja,
na pele do bispo da Diocese, chega a pé humildemente à casa para servir à burguesia como um simples lacaio (jardineiro). A burguesia o expulsa. Ele não aparenta nenhuma autoridade com suas roupas de pároco de aldeia. (O hábito faz o monge). Mas o bispo se veste de bispo e alega que a Igreja mudou e agora é bem aceito para servir à burguesia como um mero jardineiro, afirmando que aprendeu jardinagem por tradição - manutenção do "status quo" - tradição é a palavra chave para a burguesia. (Aqui uma linguagem explícita, quase brega do chavão socialista: a Igreja lacaia do capitalismo).
CENA 10: Uma orquestra de velhos
toca em uma casa de chá, (mito de eunucos em harém). As mulheres se reúnem para o ócio típico das dondocas: a vida alheia e o papo furado.
CENA 11: O onirismo à La Dali:
Um militar se aproxima e conta sua história onírica: um pesadelo em que sempre vê a mãe morta relatando ao filho sua (dela) traição. O militar é o superego feminino a amedrontá -las com o mito da maternidade maculada.
CENA 13: A traição.
Uma das mulheres tem um encontro amoroso no quarto do embaixador. Chega o marido para dar uma notícia ao embaixador. A mulher pergunta:
- Quem está ai?
- É seu marido, responde o embaixador.
(A infidelidade é normal) (?).
Mas o que é que essa italiana tem?

A maioria aposta que é o sorriso. Mas quem a viu de perto aposta no olhar.
Se você está do lado direito da sala ela te olha direto nos olhos, se você muda para o lado esquerdo ela te acompanha com o olhar e continua sorrindo a te fitar.
Como arte, ela não está só no grande salão apinhado de gente. À sua frente e à esquerda de quem entra, está o maior quadro do Louvre, “As Bodas de Canaã”, ocupando todo o retângulo da parede do salão da Mona Lisa, mas quase ninguém o vê, só teem olhos para a italiana de Da Vinci, e ela fita a todos, onde estiverem, com seu olhar transcendental, tipo portal de 4ª. dimensão, igual àqueles quadros bregas do Sagrado Coração de Jesus, feitos com vidros segmentados para parecerem 3-D, entronizados em algumas salas de casas do interior do Nordeste.
Alguns visitantes como eu se invocam e ficam andando de um lado para o outro, como a querer comprovar o fenômeno. Os que percebem apenas o sorriso ficam a bater contínuas fotos, mas, mesmo com a miríade de flashes a ricochetar no vidro à prova de balas, ela continua com um sorriso inflexível mas um olhar móvel e enigmático.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Parêntese para Cortázar
Ecumênicos sine die
Les bourgeois c'est comme les cochons,
Plus que ça grandit, plus que ça devient can.
(Canção francesa)
Nunca vou entender por que insultam os burgueses. Se você reparar bem, eles são os autênticos cidadãos do mundo. Como, não? Um burguês venezuelano, um espanhol, um francês e um da Arábia Saudita são muito mais unidos que um comunista chinês, um peruano e um russo. Estes podem ser comunistas até dizer chega, mas um nacionalismo acérrimo os separa para sempre. Em compensação os burgueses têm uma única pátria que é a burguesia, e dentro dela a distribuição do mobiliário é idêntica: aqui a grana, aqui a religião, lá a moral sexual, mais para lá a camisa listrada. Só falta falarem em latim para manter viva aquela universalidade tão sonhada que ao que parece existia na Idade Média, mas agora com as máquinas de traduzir, Mac Luhan e o inglês em vinte lições, logo, logo não vai haver problema.
(Julio Cortázar – “Último Round” – Tomo II)
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
O Rei, Handel e você
Ouça a "Suite Aquática" de Handel, de preferência deitado (no sofá, no chão ou numa rede) e sinta-se o próprio Rei George I da Inglaterra no dia da coroação, quando os músicos, no barco real, desciam e subiam o Tâmisa ouvindo a "Water Music" feita por Handel de encomenda para aquele dia.segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Tempo e vida

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Barcelona, a princesa catalã

Além de berço e abrigo de artes e artistas de vulto, Picasso, Dalí, Joan Miró, Ferrer, de abrigar Guëll e seu parque, Gaudi e sua Sagrada Família, Barcelona foi e será a pátria rebelde do diferente. Não do esquisito, do esotérico ou do exótico, do simplesmente diferente. Seu dialeto, suas ruelas, suas ramblas e a herança visigoda ainda viva.Barcelona, onde a cidade e o cais se misturam, onde iates e veleiros são vias, onde a cidade é o cais, o cais é a cidade e suas ramblas são cais onde aporta o mundo, abrigam o mundo e suas naves, convés de barcos e gaivotas para calçadas de onde escorrem as pessoas, visitantes e nativos, num jorro de ir e vir, para Colón, Barceloneta, Praça de Catalunya e Montjuic, onde um teleférico sobrevoa Miró, o cemitério judeu e o azul do Mediterrâneo transformado pela noite em escrínio marinho para as jóias da princesa, brilhando forte sob o holofote de mil bares, restaurantes e naves da orla onde gaivotas peroladas lutam com carpas prateadas por banquetes noturnos.
Barcelona à noite multiplica-se em jovens insones, planetários, da China e da Cochinchina, Europa, França e Bahia, Arábias e Bavárias, como um jorro de algum casal primevo, uma Eva multi-multípara, lançando-os em parição miriadítica, a calles e baladas onde pulsa com as luzes um som techno até madrugada, quando a horda adolescente se mistura à procissão adulta, caras e bocas, eles e elas, eles e eles, elas e elas, diferentes, belos e indiferentes.
De qualquer lugar, de qualquer ponto, de qualquer porto e qualquer posto, de convéses ou de ramblas, de ruelas ou de cais, é o mesmo posto de observação de onde em qualquer estação se verá escorrer o magma da humanidade, o que vive, o que trabalha, o que vende e o que compra, o que faz arte ou o que passeia, do cais para Colón, da Plaza para El Corte Inglés, da Fundación Picasso à Fundación Miró, do Parque Guell a Montjuic, das Tapiés à Diagonal, do museu marítimo ao Parque das Aigues, da Catedral ao Parque Güell, da Casa Milá à Sagrada Família, dos jardins de Pedralbes ao grande Aquarium . Centenas de bicicletas disputam espaço com Mercedes e Smarts, com Polos e Ferraris, parando apenas para admirar uma roncante Harley-Davidson 1960, montada por um nórdico que oferece flores a uma americana (ou seria o contrário?).
Barcelona onde a noite e o dia são um só. Onde os irrequietos lêmures de Madagascar convivem com o calmo róseo dos flamingos no Zoo onde um pavão acompanha todos os passos de quem se mostrar amigo, levando-lhe em saltadilhas à estátua do cão sem dono onde se lê uma homenagem do poeta Euras aos viralatas do mundo.
Barcelona, onde se detém a multidão diversa dos privilegiados, a flor d´Europa e os turistas acidentais, mixando dialetos ao seu dialeto bárbaro, onde as luzes, o azul tênue do ar e a variedade colorida de roupas e flores são o epílogo luxuoso de um tempo que não passa e não apodrece, que viça à brisa do Mediterrâneo, sempre noviça, esperando os que não a conhecem e o retorno dos que um dia amaram uma cidade-princesa catalã.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Gestores de referência são rigorosos

Um erro comum é avaliar que reprimir as ocupações ilegais dos espaços públicos gera desgaste para os gestores. Pelo contrário. Os gestores que agiram com rigor nessa área costumam ser os mais reconhecidos pelos eleitores. São os que se transformam em administradores de referência. São os mais respeitados. Uma cidade bem organizada que consegue manter livres e bem cuidados os espaços públicos acaba tornando o seu dirigente um campeão de votos. Comerciantes ilegais, invasores de terrenos, donos de transportes piratas e poluidores não elegem ninguém. É assim em todas as cidades importantes do mundo. Um prefeito que cuida bem dos espaços públicos, mantendo-os limpos, bem iluminados, arborizados e livres da privatização nos dá a certeza de que mantêm com a mesma competência os serviços públicos de educação, saúde e transportes. De volta à “questão social”: ledo engano crer que o comerciante deixará de vender seus produtos. A demanda por eles permanece e a inteligência natural do capitalismo fará com que sejam escoados sem a privatização do bem público.
Fábio Campos –Jornal O Povo , 21/01/09.
GESTORES DE REFERÊNCIA SÃO RIGOROSOS
Um erro comum é avaliar que reprimir as ocupações ilegais dos espaços públicos gera desgaste para os gestores. Pelo contrário. Os gestores que agiram com rigor nessa área costumam ser os mais reconhecidos pelos eleitores. São os que se transformam em administradores de referência. São os mais respeitados. Uma cidade bem organizada que consegue manter livres e bem cuidados os espaços públicos acaba tornando o seu dirigente um campeão de votos. Comerciantes ilegais, invasores de terrenos, donos de transportes piratas e poluidores não elegem ninguém. É assim em todas as cidades importantes do mundo. Um prefeito que cuida bem dos espaços públicos, mantendo-os limpos, bem iluminados, arborizados e livres da privatização nos dá a certeza de que mantêm com a mesma competência os serviços públicos de educação, saúde e transportes. De volta à “questão social”: ledo engano crer que o comerciante deixará de vender seus produtos. A demanda por eles permanece e a inteligência natural do capitalismo fará com que sejam escoados sem a privatização do bem público.
Fábio Campos –Jornal O Povo , 21/01/09.
Luar sobre Fortaleza
Praia de Iracema
Lady Godiva
Info-Arte
Verso e reverso
Fotopoema
Nascimento
Fotopoema2
Picasso - Guernica
O Sudoku de Ant.Gaudi no portal da Sagrada Família em Barcelona
Qualquer soma nas colunas, nas linhas ou em X dá 33: a idade de Cristo na cruz!
Pensamento1
Fanatismo
Dies irae dies ille
These foolish things
Tem dias...
Tem dias!
Wicked game (Kris Izaac)
Babalu
Fotopoema
Festival de Natal - Lago Negro - Gramado-RS
Nativitaten - um espetáculo que se renova e merece ser visto e revisto!