Diz o ditado que tantas são as pessoas, tantos são os dramas e as histórias.
Certo. Mas se as pessoas pudessem ser vistas sob a ótica da mitologia grega, então...
Fui assistir com meu neto ao filme "Hercules", 3D, personagens bombados sempre lutando contra alguém, batalhas mais sangrentas que desenhos do South Park, enfim, um filme meia-boca, apesar de meu neto ter gostado, uma vez que fã de mitologia greco-romana.
Mesmo assim, ao terminar o filme, saí pensando, poderia dizer filosofando, sobre coisas da vida e das pessoas, relacionadas com o herói. Tipo:
Para uns, a vida se resume nos doze trabalhos de Hércules e sempre há mais um a cumprir.
Têm de matar o leão de Neméia e a Hydra de Lerna, capturar javalis, cavalos e corças, o touro de Creta e o cão Cérbero, limpar as estrebarias de Augias, expulsar as aves de um lago, pegar os bois de Gerião e buscar as maçãs de ouro das Hespérides...Ufa!
Outras pessoas são verdadeiros Hércules sem nenhum trabalho.
Alguns nem Hércules poderiam ser...se escusam de qualquer trabalho ou simplesmente não o encontram.
Uns se contentam com um só trabalho, desses difíceis e comparado a algum dos hercúleos e passam toda a vida a executá-lo.
Mas a maioria se constitui nos próprios trabalhos de Hércules. Nascem para dar trabalho aos Hércules da vida.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Considerações etomológicas/fonográficas
Papiro de Elbers - Egito dos Faraós
É muito interessante analisar a origem das palavras, vários indivíduos, fonólogos, gramáticos, semiologistas ou simples estudiosos já o fizeram e por vezes dedicando toda sua vida ao assunto.
Caiu-me às mãos, não me lembro se livro, revista ou impresso qualquer, uma tabela com a origem de algumas letras usadas nas línguas ocidentais. Só por mera curiosidade observemos as nove primeiras letras do nosso alfabeto e suas variações desde as priscas eras da escrita hierática (sagrada) do Egito dos Faraós, aquela que permitia aos escribas do reino escrever rapidamente nos papiros, até à escrita gótica dos monges medievais, que escreviam livros manualmente e que foi adotada por Gutemberg em sua prensa ao imprimir os primeiros livros.
Observe-se o A: os fenícios, povo que viveu aproximadamente de 2300 a 1200 anos AC, habitante de uma nação ao norte do atual Israel, provavelmente a região da bíblica Canaã, adaptaram o A do hieroglifo egípcio, sem tirar nem por, e posteriormente os gregos giraram o A, que parecia um K, colocaram o traço no meio e, pronto, eis nosso A cuja forma minúscula parece ter voltado aos escribas egípcios com os Carolíngios, o reino franco de Carlos Magno, por volta do ano 800 DC.
Os fenícios deturparam o B egípcio, em compensação, os gregos o recuperaram colocando um traço ao lado. Já o C não tem nada a ver com suas origens remotas: só se tornou um c como o conhecemos atualmente com a civilização romana clássica, pós grega. Enquanto o D, esse veio diretamente dos fenícios, tendo-se apenas arredondado o delta grego pelos romanos, tendo os monges acrescentado um rabinho à direita em seus escritos manuais, rabinho esse prolongado pelos franceses e conservado em sua forma minúscula até hoje!
O E tem uma evolução interessante: os fenícios giraram o E egípcio 90 graus para a direita e posteriormente os gregos o espelharam, deixando a forma maiúscula do jeito que está até hoje enquanto a forma minúscula foi transformada pela escrita medieval e moderna.
A letra F foi adaptada pelos gregos como Phi diretamente dos fenícios em sua forma minúscula, mas, no grego clássico, foi transformada no F maiúsculo que conhecemos. Acredito que sua forma minúscula, o f, é uma variação direta e próxima do Phi.
Interessante é que o G como o conhecemos, não existia em nenhuma outra língua ancestral, e apareceu com os romanos. Provavelmente como uma variante do Zeta grego, pois a forma minúscula do zeta lembra bastante o g minúsculo! Com a palavra os helenistas.
Com o H, quase a mesma história evolutiva do D: apareceu com os fenícios e quase não mudou nada ao longo dos séculos, permanecendo com a mesma grafia maiúscula, apenas redesenhada em sua forma minúscula pelos monges escritores da idade média.
Observe o I: perdeu seus tracinhos egípcios e fenícios e foi minimalizado como um simples traço até hoje, tendo a escrita gótica colocado o pingo nos iis. Parei. Deixo aos filólogos analisar as demais letras, mas penso que todas devem ter tido as mesmas origens e a mesma modo evolutivo.
Observemos apenas que as maiores transformações ainda são relativamente recentes e foram impostas pelos monges desenhistas/escritores ao escrever seus livros de forma manual em seus "scriptoria".
Link para complementação a respeito da escrita medieval:
http://www.spectrumgothic.com.br/gothic/gotico_historico/caligrafia_medieval.htm
Observemos apenas que as maiores transformações ainda são relativamente recentes e foram impostas pelos monges desenhistas/escritores ao escrever seus livros de forma manual em seus "scriptoria".
Link para complementação a respeito da escrita medieval:
http://www.spectrumgothic.com.br/gothic/gotico_historico/caligrafia_medieval.htm
domingo, 3 de agosto de 2014
Súplica de Alzheimer
Não me peça prá lembrar
Não tente me fazer compreender, não
só me deixe descansar
e saber que aqui você está
a beijar meu rosto e segurar minha mão.
Estou confuso, triste e perdido
mais do que você pode imaginar
e tudo que sei é que preciso
que você esteja comigo
a meu lado a me proteger acima de tudo.
Não perca jamais sua paciência, por favor,
não adianta essa situação amaldiçoar
eu não posso fazer nada
nem meu jeito mudar
nem que me ponha a tentar.
Só lembre que jamais precisei de alguém
como preciso de você agora.
O melhor de mim já se foi,
não desista de estar a meu lado
apenas me ame até eu ir embora.
(Esse poema é uma livre tradução do inglês e foi encontrado na porta de um quarto de um paciente hospitalizado com o mal de Alzheimer em um hospital americano)
Não tente me fazer compreender, não
só me deixe descansar
e saber que aqui você está
a beijar meu rosto e segurar minha mão.
Estou confuso, triste e perdido
mais do que você pode imaginar
e tudo que sei é que preciso
que você esteja comigo
a meu lado a me proteger acima de tudo.
Não perca jamais sua paciência, por favor,
não adianta essa situação amaldiçoar
eu não posso fazer nada
nem meu jeito mudar
nem que me ponha a tentar.
Só lembre que jamais precisei de alguém
como preciso de você agora.
O melhor de mim já se foi,
não desista de estar a meu lado
apenas me ame até eu ir embora.
(Esse poema é uma livre tradução do inglês e foi encontrado na porta de um quarto de um paciente hospitalizado com o mal de Alzheimer em um hospital americano)
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Notas de viagem 3 - Londres 2014
O que posso dizer que curti em Londres?
Poderia falar da beleza e da imensidão dos parques, principalmente de Kensington, onde moraram as princesas Margareth e Diana, da limpeza da cidade, uma das maiores do mundo, mas como curto pequenas e às vezes insignificantes coisas e momentos, alguns e algumas se tornaram inesquecíveis para mim e para qualquer cristão ou muçulmano que veja ou reveja essa antiquíssima City of London, ou The City, como a chamam os nativos.Confesso que me arrepiei e lágrimas me vieram aos olhos atravessando aquela famosa faixa de pedestres em Abbey Road, capa de um disco dos Beatles, em frente aos estúdios da Apple Records.

Penywern Road, em Earls Court, é quase uma cidade independente.
Aí, próximo a um pacato, pequeno mas confortável hotel três estrelas onde ficamos, encontrei uma mercearia de um indiano onde as frutas têm um viço inacreditável, parecendo colhidas direto do pomar do Raaji que lhes dá um lustro especial. As bananas são mais bonitas que essas brasileiras que costumo comprar aqui nos supermercados.
Um dia perguntei-lhe de onde vinham suas frutas e ele me garantiu que eram do Marrocos!
Aliás, os hotéis 3 estrelas em qualquer lugar do mundo estão mais para hostels: quartos cada vez mais mini e sem frigobar; só falta colocarem um baheiro comum, em compensação, as proximidades compensam.
Earls Court é uma cidade à parte: estações de metrô, parques, restaurantes espetaculares e não tão caros, lojinhas, butiques, casas de câmbio e o escambau. Andar a pé por suas ruas é viver a cidade duas vezes...
Atualmente ir a Londres e não entrar na London Eye, uma super roda gigante de cabines, próxima à London Tower e à beira do Tâmisa, é mesmo que aquela velha estória de ir a Roma e não ver o Papa...se não foi ou perdeu o passeio, perdeu playboy.Quando sua cabine está no
ápice da roda, você está no ponto mais alto da City, de onde você tem uma visão de 360 graus.
Uma das coisas que me deu prazer e confiança em Londres são seus taxis. Mesmo desconfiando que você é turista, nunca dão arrodeios ou erram o caminho de propósito. O interior dos taxis tipicamente londrinos parecem o interior de uma velha carruagem ou de uma diligência do velho oeste: há sempre um ou dois banquinhos de costas para o motorista e em frente ao banco principal. Um achado, porque cabem até seis pessoas e separando esse espaço e o do motorista, há uma pequena abertura de onde pode-se entabular um bom papo com o dito cujo. E quem disse que londrino é frio ou fleumático? É só puxar o papo. Acho que por isso preferimos pegar taxis a pegar aqueles famosos ônibus de dois andares, o que seria uma boa não fosse o frio da estação.
As cabines telefônicas são bem típicas, porem para nós, turistas, apenas mais um item para fotos e selfies.
Monumentos e palácios têm tanta história nessa cidade que fosse falar de cada um teria de fazer um guia turístico-histórico ou outra Wikipedia. Uma estória contada por um guia entretanto chamou-me a atenção: há uma lenda que reza que a monarquia inglesa sobreviverá enquanto os corvos da Torre de Londres não a abandonarem. Visto isso, como os ingleses parecem acreditar muito em mitos e lendas, vide Harry Potter, O Senhor dos Anéis e outras afins, existe um batalhão de guardas e funcionários na Torre só para cuidar dos corvos e sua prole, e ai de quem matar um corvo na City!
Aliás, falando em Torre, os guardas londrinos da cavalaria do Palácio de Buckingham são iguais aos policiais brasileiros em matéria de polidez, fugindo totalmente do padrão britânico - presenciei vários deles aos gritos, impondo ordem numa fila, botando os cavalos para cima de uma turba de abestados que queriam apenas presenciar a troca da guarda.
Fomos ao Harrods, super loja de cinco (ou mais) andares e um quarteirão quadrado, aliás, mais para shopping à moda antiga do que para loja. Tinha tudo mas nada interessante, nem os preços! Um dejá-vu. Alguém me falou que a loja/shopping/magazine-store do sogro da princesa Diana, que Deus a tenha, foi vendida a um árabe por 4 bilhões de dólares (ou terão sido Libras?!)... o que alguém faria/fará com tanto dinheiro! Não o famoso personagem avarento de Balzac, Pére Goriot, teria condições de manuseá-lo nota por nota, moeda por moeda, tantas quantas as estrela da Via Láctea.
Pessoas entretanto me interessam mais que monumentos ou lojas (exceto as de informática e a loja ecológica da National Geography Foundation, inaugurada em 1888...)
Próximo à estação de metrô de Penyworn encontrei um morador de rua todo encapotado de casacos surrados lendo um sebento "Animal Farm" de Orwell ao lado de um cão viralata bem atento. Após a doação de algumas moedas entabulamos uma conversação começando pelo livro, depois pela raça do cachorro que, por sua vez, me encarou com cara feia ao me ver aproximar mais. Seu breeding era tão misturado que não dava mais para identificar nenhuma raça nele.
Em uma parada próxima a Buckingham o guia brasileiro de contou toda sua estória como imigrante. Daria toda uma novela à parte que não caberia num post desse blog mas que ouvi com interesse pois humana e interessante em seus detalhes e modo emocionado de conta-la desabafando a um patrício.
A volta por uma companhia aérea portuguesa foi melancólica: um atraso de quase doze horas e um portuga velho atrás de mim chutando a poltrona p da vida porque reclinei o assento do avião que ia fazer escala em Lisboa. Também pudera, as poltronas desses Boeings estão cada vez mais apertadas... Como sofrem os gordos nessas viagens!
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Notas de Viagem - Bélgica 2014 e seu ídolo mijão!
Os belgas estão cada vez mais corteses! Como o trem para Bruge estava lotado, fiquei em pé na parte traseira das cadeiras, (poderia até dizer poltronas, mesmo). Uma senhora jovem de pronto me ofereceu o lugar. De início recusei (ou por vaidade, considerando-me não tão idoso que não pudesse permanecer em pé ou porque tratava-se de uma mulher resolvi desvendar meu lado cavalheiro) mas prevendo o cansaço por permanecer em pé em uma viagem de mais ou menos uma hora de duração, aceitei a idade e sentei-me.
Aliás, o trem Eurostar europeu que vai a Londres não corresponde exatamente à ideia que se faz dele: atrasos, conversas altas, risadarias, espaço igual a avião, malas isoladas em plataformas de entrada e outras mumunhas, bem diferentes dos trens com cabines de outras empresas.
Inglês é ainda é a língua universal e europeia.
Francês de colégio e gramática não adianta - francófonos estão falando igual a americano - não entendem fala lenta, melhor então falar logo inglês.
Bruxelas tentou imitar Paris em algumas coisas ou quase tudo: na arquitetura, nos arcos, em uma torre, nos palais, nos boulevards, em um arremedo de La Défense, até na própria língua. Exceção feita ao Atomium, monumento de ferro sui-generis imitando um átomo de ferro, que provavelmente representará para Bruxelas o que a torre Eiffel representa para Paris.Pegadinha para turista desavisado? Diz a lenda que se tratava de um pequeno herói, o filho de um Duque, que nos meados da Idade Média, no meio de uma batalha contra invasores, subiu em uma árvore e ficou urinando na cabeça dos soldados inimigos. A lenda infelizmente não conta o que aconteceu a seguir com o garoto que passou a ser símbolo da coragem belga.
Dizem que há uma cópia desse Manneken no Rio de Janeiro! A propósito de que, não sei...
Bruxelas tem problemas com placas: indicações ausentes em elevadores, estações, ruas, etc. Ainda bem que semáforos são raros - respeitam demais os pedestres e os VLTs dominam as ruas.
Cães parecem ser mais populosos que belgas. Estão em toda parte, até em trens, ônibus e hotéis.
Em Bruxelas aprendi uma etimologia interessante: a origem das palavras correspondentes a Bolsa de Valores e Bancos.
Burlem é bolsa: famílias judias ficavam em calçadas com bolsas contendo valores, sentadas em banquinhos, e negociavam qualquer coisa, inclusive papeis, títulos, notas promissórias, trocas de dinheiro, etc. Daí, Bolsa e Banco.
Internet por ai afora? Igual ao Brasil. por enquanto, muito ruim; ponto negativo.
Honestidade? Ponto positivo: ainda no trem, anunciaram um brinco de ouro perdido no lavabo; no hotel, não conferiram o frigobar no checkout; perguntaram o que nós consumimos.
Notas de viagem - Paris 2014, algo mudou!
Mudaram as circunstâncias, mudaram os hábitos.
Os recepcionistas de hotel estão gentis e prestimosos.
Os garçons estão mais divertidos e servem com prazer, não mais com aquele ar blasé e indiferente, de quem está apenas cumprindo uma função, como por exemplo os garçons de Veneza...
Os funcionários de guichês de trens, metrôs e museus orientam as pessoas com prazer. Os guardas, das corporações ou particulares parecem mais guias turísticos! Alguma coisa aconteceu.
Talvez com a crise europeia, que já dura mais de dez anos, houve uma seleção darwiniana - sobreviveram os mais aptos, ou pelo menos os que se empenharam mais ou desempenharam melhor seu papel, sua profissão. O que de certa maneira foi bom para o turismo, para a França e para o astral dos franceses.
Gastronomicamente falando, tirando a historicidade e a fama do Cafe de Flore e do Les deux magots, o que dá o cheiro e o sabor de Paris não são seus restaurantes chiques mas, simplesmente, seus croissants, com seus cheiros e sabor inigualável, que apesar de tentarem imitar em vários lugares do mundo, são inigualáveis e a lembrança do sabor fica grudada na boca e no cérebro, assim como o famoso e saboroso Magret de canard, prato tipicamente francês, que, por si provoca vontade de voltar à cidade luz.
Os garçons estão mais divertidos e servem com prazer, não mais com aquele ar blasé e indiferente, de quem está apenas cumprindo uma função, como por exemplo os garçons de Veneza...
Talvez com a crise europeia, que já dura mais de dez anos, houve uma seleção darwiniana - sobreviveram os mais aptos, ou pelo menos os que se empenharam mais ou desempenharam melhor seu papel, sua profissão. O que de certa maneira foi bom para o turismo, para a França e para o astral dos franceses.Gastronomicamente falando, tirando a historicidade e a fama do Cafe de Flore e do Les deux magots, o que dá o cheiro e o sabor de Paris não são seus restaurantes chiques mas, simplesmente, seus croissants, com seus cheiros e sabor inigualável, que apesar de tentarem imitar em vários lugares do mundo, são inigualáveis e a lembrança do sabor fica grudada na boca e no cérebro, assim como o famoso e saboroso Magret de canard, prato tipicamente francês, que, por si provoca vontade de voltar à cidade luz.
terça-feira, 29 de julho de 2014
A Copa brasileira e a Física
Essa Copa 2014 traz algumas lições da Física que os próximos treinadores, se soubessem, escolheriam melhor seus jogadores, se tiverem algum conhecimento e interesse em Biomecânica.
A era do futebol-arte se encerrou.! O que temos hoje é o futebol do mais forte, dos encontrões, dos empurrões, dos puxões, das derrubadas ao chão, das caneladas e pisões, da permissividade de juizes e isso não é páreo para atletas magros ou de médio porte. Baixos e/ou magros não estão mais com nada, a não ser que compensem seus parcos dotes com capacidade de aceleração ou velocidade maior. Um atleta de futebol moderno precisa de algumas qualidades físicas essenciais: biotipo de maior altura e massa e capacidade de desenvolver velocidade e aceleração.
A equação da relatividade é semelhante à equação da "Massa viva" , do impacto e da inércia: E=MV2-> I=mv. Ou seja, quanto maior a massa e a velocidade, maior a dificuldade em ser barrado, freado, agarrado, derrubado ou parado.
Quanto aos goleiro: mais altos, mais elásticos e sobretudo com mais reflexos e visão periférica (tipo Júlio César mesmo).

Neymar, é exceção? O que o salva é sobretudo sua velocidade e resistência. Compensa sua falta de massa corporal com mais velocidade, reflexos e sobretudo percepção global do campo e suas possibilidades de jogo. Craque realmente raro, embora no estilo antigo, mas como há velocidade na equação , obtém vantagens disso, apesar de ser um magrelo fácil de ser agarrado ou derrubado, chutado e pisado. Um craque, mas não se sabe até quando vai aguentar tanta contusão!
Lógico que não adiantará nada escolher brutamontes pernas-de-pau, lentos e obtusos.
Essa é a lição que um ex-professor de Biomecânica do Movimento Humano tira dessa Copa, embora ele saiba que interesses Fifentos, interesses de clubes e influências de amigos ou da mídia e até quem sabe, interesses financeiros é que determinarão os atletas escolhidos para as seleções...
terça-feira, 3 de junho de 2014
Mensagem de Krishnamurti aos crentes
"A CRENÇA é uma negação da verdade. Crer em Deus não é encontrar Deus. Nem o crente nem o incrédulo encontrarão a Deus porque a realidade (de Deus e do universo) é desconhecida e vossa crença ou não no desconhecido é uma mera projeção de vós mesmos, portanto não é real.
Deus ou a Verdade é algo que advém de instante em instante e isso acontece em um estado mental de liberdade e espontaneidade e não quando a mente está disciplinada de acordo com normas e rituais.
Deus não é produto da mente e não surge mediante projeções de nós mesmos (como os deuses gregos) e Ele só se manifesta quando há virtude e liberdade, ou seja, quando a mente está serena sem projeções de pensamentos conscientes (ou induzidos), só então advém o Eterno..."
Jiddu
Krishnamurti (1895-1986)
Filósofo, escritor (mais de 30 livros) e educador indiano.
Seus livros mais conhecidos:
- A Educação e o Significado da Vida
- Comentários sobre o viver
- Libertação dos Condicionamentos
- Reflexões Sobre a Vida
- O Vôo da Águia
- Aos pés do Mestre
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Volverina
Hoje pela manhã estava no PC
a teclar, quando de repente um ponto preto, a um palmo do monitor, me olhou a
como que pedindo socorro!
Era Volverina, batizada pela ciência, segundo o
Google, de Phylaeus Crysops, uma aranha papa-moscas
de estimação. Ela passeia sobre o móvel do computador comendo mosquitos e
formigas, moscas não há. Formigas são a pior peste para aparelhos eletrônicos:
fazem formigueiros em circuitos e papocam seu PC. Volverina é uma espécie de
faxineira do gabinete. Mas pelo jeito com que ela ficou paradinha, sem muito
movimento, percebí tudo!
Ontem botei formicida num
cantinho do móvel de onde estavam saindo formigas...
Lembrei-me de um cão
policial de um vizinho na casa de praia que morreu após o dono botar veneno prá
matar ratos... Olhando Volverina, encolhida e parada, lembrei-me também dos
agricultores morrendo de leucemia no interior do Ceará por conta de
agro-tóxicos. Ah, o preço que pagamos pela química da sociedade industrial!
Encostei nela um pedaço de
papel, ela se agarrou ao papel e coloquei-a num cantinho escuro do móvel, atrás
de um porta-retratos. Já é quase noite mas até agora Volverina, ou Crysops, como queiram, não reapareceu!
quinta-feira, 23 de maio de 2013

ANIMÍA
Nós, reabitantes
de um mundo de pedras
e águas,
em que(m) cremos?
Os credos cheios,
em que(m) devemos crer?
Igrejas em ruínas,
em meio a escombros
que fazer?
Andamos.
Feito ondas
a se quebrar
em quebra-mar
não se sabe de quem.
Polvos
a nos multiplicar
em inúteis tentáculos
Mariscos
a nos arrastar
ao sol aqui
e ali se esconder.
Salmões malucos
a querer lutar
contra as correntezas.
Nós,
reabitantes
de um mundo de pedras
e águas,
ainda cremos.
winston
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Sobre "O cão iluminado": o autor se retirou ao deserto das letras para catar mais palavras e casos para depois, quem sabe, publicá-lo como um pequeno e despretensioso livro, como era sua intenção desde o início, quando foi abandonado no 4º capítulo, quando apareceram um tal Marley e outras pieguices desestimulantes.
Daqui em diante escreverei "au vol d'oiseaux", e quem tiver paciência e vontade de ler, talvez o lerá em outro formato, não no blog, que inclusive corre o risco de ser clonado por algum estelionatário literário e aparecer com outro título e com o nome de outro autor.
domingo, 2 de dezembro de 2012
É preciso saber viver, estar
muito vivo e com a mente e as orelhas abertas para ouvir o sax alto derretedor
de tímpanos de Dexter Gordon , um músico negro americano fugido dos
preconceitos e da falta de oportunidades em sua terra natal e acolhido em Paris onde fixou morada durante 15 anos, aplaudido em
toda a Europa do pós guerra, onde fez inúmeras tounées.
Na França elaborou o LP “Great Encounters” onde toca “Cake” com Johnny Griffin , mas o fino mesmo é a raridade gravada no Montmartre Jazzbus Festival em 1965 que ainda se pode pescar no YouTube!.
Na França elaborou o LP “Great Encounters” onde toca “Cake” com Johnny Griffin , mas o fino mesmo é a raridade gravada no Montmartre Jazzbus Festival em 1965 que ainda se pode pescar no YouTube!.
Gordon só voltou aos Estados
Unidos em 1976, apresentando-se com sucesso no Village Vanguard no bairro de
Greenwich Village, em Nova York. Quem assistir ao filme “Round Midnight”, sobre
a vida atormentada de Bud Powell, outro músico de Jazz, vai vê-lo tocando e fazendo o papel
de um saxofonista, papel no qual recebeu uma indicação ao Oscar.
Jante. Acalme-se. Coloque ao lado
do som um cálice de licor de tangerina, de preferência made in Ceará e enquanto
o licor desce macio, amacie o sentido da audição deixando a mente fluir nas
divagações sonoras de Kenny Drew e do
solo lancinante de Dexter.
E basta, a noite do fim de semana
está ganha. O resto é figuração e nada mais é fantástico! Voce já está preparado para dormir. Sua mente jaz
no jazz, enquanto o mundo lá fora também jaz e o cérebro adormece com Dexter (que
Deus o tenha no paraíso) solando os últimos acordes do clássico, romântico e antológico
“Misty” , do Montmartre Jazzbus, à sombra da torre Eiffel.
Ouça:
Marcadores:
comentário,
Dexter Gordon,
Jazz,
Misty,
Montmartre Jazzbus
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Anti-tempo
“Oh tempora, oh mores”, como já disse um sábio/filósofo
das antigas e em latim.
Que tempos são esses, que costumes são esses?
Como conviver com um tempo anti-tempo de assassinos
abundantes, impunes e imune às leis?
Como conviver com um tempo tão anti-tempo onde massas de zumbis
drogados se amontoam em portais de templos religiosos e prédios públicos?
Como conviver e sobreviver em um tempo e com um tempo de tantos genocidas, parricidas,
matricidas, uxoricidas e infanticidas?
Como conviver com a náusea de um tempo onde a prática da
pedofilia vem de onde menos se espera?
Como conviver cara a cara com um tempo de abortados,
abortandos e aborteiros?
Como conviver com um tempo em que a justiça humana é
obscura, cega, surda e muda, a justiça divina também tarda e os burros andam de
farda ou jaleco e alguns de toga?
Como conviver com e em um tempo tão anti-tempo
transformado em guerra diária e perene de sobrevivência em um reino de
Thanatos?
Reinventando-se, reinventando a sociedade? Acordando da
apatia geral? Convocando-nos em rede social? Está o ser humano em processo involutivo? O mais apto em um conceito darwiniano atualizado é aquele que consegue portar armas e se impor violentando a sociedade ou quem consegue barbarizar impunemente e protegido por leis caducas?!
Não precisa explicar nem responder; só queria entender e poder exortar a quem de direito um retorno ou o avanço a algum tempo onde o
homem deixa de ser o lobo do homem, as crianças poderiam brincar tranquilas em escolas
e praças e as famílias pudessem ainda colocar o papo em dia com os vizinhos ou
as cadeiras nas calçadas de quem mora em casas.
Onde a paranoia social fosse apanágio apenas de psicopatas.
"Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração,
tempo em que não se diz mais: meu amor
porque o amor resultou inútil."
(C.Drummond de Andrade)
"Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração,
tempo em que não se diz mais: meu amor
porque o amor resultou inútil."
(C.Drummond de Andrade)
Marcadores:
anti-tempo,
costumes,
injustiça,
tempo,
tempos atuais,
violência.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Sentimento em 3D
Embaixo,
Uma saudade
morna
(de mim
mesmo)
Girando em
louco turbilhão
Movendo
moinhos mentais
Moendo
imagens e fatos
Colagem primitiva
Charada viva.
Ao fundo
Tocando fundo
O Concerto
de Warsóvia
Colcheias e
semicolcheias
Suspensas,
Despencam pesadas
sobre
cabeças não coroadas.
No alto
A passos
lentos
A lua, alva,
gorda e nua
Grávida de
tantos sonhos
The high and
the might
Alvo perfeito
de sonho terrorista
Por desespero
de causa saudosista.
winston
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Correntezas
A vida rola sobre eixos
e incertos
em leitos
de rio-tempo.
Molhada de
vento
e dengo
de musgose música
Um tango ao som
das correntezas.
Um
toc-tac-toc
de
incertezasUm foron-fonfon
de belezas
à la Piazzola.
E os seixos a rolar
sob os eixos das vidas
rios lentos e curtos
no leito do tempo
r(e)al.
winston
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
A Agnosía Teológica de Einstein
"Não posso conceber um Deus “pessoal”
que pode influenciar diretamente as ações de indivíduos... Minha religiosidade
consiste em uma admiração humilde de um ente infinitamente superior que se
revela no pouco que compreendemos do mundo conhecido.
Uma convicção profundamente
emocional da presença de uma força superiora que se revela no universo
incompreensível; essa é minha ideia de Deus.
Acredito no Deus de Spinoza (perspectiva panteísta: Deus está em tudo)
, que se revela nas leis harmoniosas do mundo, mas não em um Deus que se preocupa
com destinos e ações da humanidade.
Animais, vegetais ou poeira cósmica - todos dançamos ao som de uma música misteriosa sob a batuta de um maestro invisível!
Quero saber como Deus criou este mundo. Não estou interessado nesse ou naquele fenômeno em particular, no espectro específico desse ou daquele elemento. Quero saber Sua maneira de criar. O resto são detalhes...
Hoje eu olho as tradições doutrinárias somente de uma perspectiva histórica e psicológica; nâo têm nenhum outro significado para mim."
Animais, vegetais ou poeira cósmica - todos dançamos ao som de uma música misteriosa sob a batuta de um maestro invisível!
Quero saber como Deus criou este mundo. Não estou interessado nesse ou naquele fenômeno em particular, no espectro específico desse ou daquele elemento. Quero saber Sua maneira de criar. O resto são detalhes...
Hoje eu olho as tradições doutrinárias somente de uma perspectiva histórica e psicológica; nâo têm nenhum outro significado para mim."
(Extraido do livro “The Ultimate quotable Einstein”; Ed. Princeton University Press; 1ª. Ed. 2011)- (empréstimo do amigo Dr. Pedro Brito).
A propósito, será mesmo verdade que o físico brasileiro César Lattes chamou Einstein de "fraude" em uma entrevista a uma revista?
Acesse:
http://faroldobuscador.blogspot.com.br/2012/04/albert-einstein-e-uma-fraude.html
A propósito, será mesmo verdade que o físico brasileiro César Lattes chamou Einstein de "fraude" em uma entrevista a uma revista?
Acesse:
http://faroldobuscador.blogspot.com.br/2012/04/albert-einstein-e-uma-fraude.html
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Mais um plágio em música clássica?
Ou
como afirmam os experts: apenas mais uma coincidência musical entre uma peça de Bach e uma de Giuseppe Tartini?
Há 400 anos usamos uma escala musical de somente 12 sons: sete tons, do dó ao si, e cinco semitons,
baseados em um hino medieval em latim em
homenagem a São João, onde as primeiras sílabas continham os tons:
UT queant
laxis, REsonare fibris, MIra gestorum, FAmuli
tuorum, SOLve pollute, LAbii reatum, Sancte
Ioannes, onde o Ut posteriormente virou Dó.
Ou
seja, 12 tipos de tijolos para construir grandes castelos musicais!
Doze
micro elementos sonoros para compor um universo de música!Não há como não acontecer “coincidências”, até (e principalmente) nas esferas da música clássica, onde as composições são verdadeiros oceanos sonoros.
Todo
esse babado inicial é a propósito de mais uma “coincidência musical” entre
autores clássicos. Em matéria de música, sou eclético. Tenho preferências e as
boas peças musicais de diversos gêneros, clássicas, pops, jazz, bossa, sambas, forrós,
lambadas, marchinhas, rocks, não interessa qual tipo, compositor ou cantor, a
boa música fica, reverbera nos ouvidos e gruda no meu cérebro por um bom tempo,
quiçá, por toda a vida.
Acabei
de ouvir pelo youtube os últimos acordes de “A trilha do Diabo”, de Giuseppe
Tartini, um concerto para violino e pianola e imediatamente me reportei
aos acordes da “Chacona” de João Sebastião Bach!
Inspiração?
Cópia? Coincidência? Plágio?
Tartini,
nascido em 1692 e falecido em 1770, tinha 42 anos quando João Sebastião
morreu, também compôs “Variações sobre um tema de Corelli”.
Em
relação a Corelli, ele deu os créditos, em relação a Bach, ocultou.
Dizem
os historiadores de música que nessa composição Tartini sonhou com um pacto (à
la Fausto) entre ele e Mephisto, onde após ter entregue seu violino ao chifrudo,
o dito cujo tocou para ele toda uma sequência de “trillos”, entregando-lhe, já
pronta, sua peça mais famosa, a Sonata para violino e pianola mais conhecida
como a trilha do diabo ( o mais correto seria: “Os trillos do diabo”).
Esse
Giuseppe era na vida real, chegado a uma malandragem, era flor que não se
cheira. De acordo com os colaboradores da Wikipedia, seduziu a sobrinha de um
Cardeal de Roma e foi condenado à prisão. Para fugir, se refugiou num mosteiro.
Foi lá que teve o sonho com belzebu.
Acesse:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Giuseppe_Tartini
Ouça
a “Trilha” em:
http://www.youtube.com/watch?v=jmMfVKD517Q
Marcadores:
Bach,
Concerto para violino e pianola,
Giuseppe Tartini,
plágio
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Amizades e reencontros
Seis anos de convivência intensa, forçada pela circunstância
de bancos universitários.
Seis anos de amizades, conivências, esperas, brincadeiras,
bebedeiras, confidências, alegrias e tristezas compartilhadas.
Seis anos de estudos, papos acadêmicos, provas, passeios, vinhos, sangrias, praias, suor, cervejas e
algumas lágrimas.
Seis anos de violões, luaus, luares , luaradas, serenatas, e
beira-mares.
Trocas de idéias e de esperanças, partilhas e confianças.
Seis anos de amizades.
Dez ou mais anos de afastamento, separações circunstanciais, forçadas pelo
trabalho e pela cidade grande.
Apenas dez anos bastaram para afastar
do real, sentimentos, alegrias, dores, esperanças e taças não compartilhadas e
lançá-los no baú virtual da memória. Dez anos de pensamentos opostos, afazeres
opostos e caminhos opostos.
Seis minutos. Só seis minutos de reencontro. O choque, o
nada, o vazio, o titubear das palavras, o estourar da tênue bolha em que se
transformam as amizades não cultivadas.
Apenas a frieza do aperto de mão, os olhares mortos e
aburguesados e o punhal-palavra-assassina da velha música cantada por Fagner:
- “Olá, como vai?
- Eu vou indo e você, tudo bem?”
Não, Milton, infelizmente amigo é coisa que a distância
evanesce e não deixa guardar!
(Link para "Canção da América":)
quarta-feira, 13 de junho de 2012
13 de Junho
Dia consagrado pelos
católicos (e principalmente católicas) a Santo Antônio de Pádua, o santo padroeiro
dos casamenteiros e também dos estéreis, das grávidas, dos idosos, dos pobres, dos
cavalos, dos jumentos, dos burros (sentido latu e strictu), além do santo das
causas perdidas. Como se vê, Antônio de Pádua ou de Lisboa) é bastante atribulado nas esferas
celestiais!
E, “pour cause”, o santo parece
andar bastante aporrinhado atualmente com tantos pedidos, com muito gasto com velas,
com muita salivação em seus ícones e sobretudo com o fato de que milhares de
solteironas estão colocando suas imagens de ponta-cabeça, penduradas pelos pés. Em
algumas a batina de frade se desfralda e dá até para ver suas cuecas medievais.
Outras chegam ao ponto da sacanagem de sacar fora o Menino Jesus de seus braços
e só devolver quando arranjam um par!
Parece estar tão chateado que
anda despachando muitos pedidos de qualquer jeito, colocando bombeiros pobres
nos seios de peruas ricas, soldados tarados no leito de antigas estrelas de TV,
piriguetes jovens apaixonadas por senhores provectos (embora aba(e)stados) e
vice-versa. Vagabundos e bandidos realizando o sonho de amor de moiçolas ainda
estudantes, com direito a barrigada e posterior abandono! Na Itália, onde é
recorrido, realizou o sonho de uma velhinha deserdada de oitenta e tantos anos casando-a
com um bonitão de vinte e poucos.
Nos cartórios e pias batismais da
Europa, França e Bahia é cada vez maior o número de registros para Antônio, nem
que seja combinado – Luis Antônio, Antônio Luis, Antônio Mário, Mário Antônio,
José Antônio ou Antônio José.
Quem mais anda chateando o Santo
é o pessoal do Cariri, no Sul do Ceará.
Todo ano se repete o fato: dezenas de machos agarrados ao pau de
S.Antônio e a mulherada correndo atrás e ao lado, querendo tocá-lo.
Ao que parece há uma vingança
antonina. Observe-se a mídia diária: casamentos de graças alcançadas que se desfazem no altar, que só
duram meses ou até dias; namoros relâmpagos que só persistem em motéis; bebês
mal saídos da maternidade cujos papais desaparecem!
Cuidado, mulherio. Deixem o pobre
do Santo em paz. Melhor não cutucá-lo com vara curta. Apesar de padroeiro dos
casamenteiros e dos burros (coincidência?), S.Antônio não é burro e, das esferas
celestiais onde está, é capaz de ver que o planeta já tem mais de 7 bilhões de
almas e não comporta mais nem um Antônio. Cuidado com os pedidos, apesar de
santo, sua (dele) vingança poderá ser maligna!
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Junho é que é o mês!
As
noivas (nem os padres!) não sabem, mas para o calendário Juliano, implantado no
império romano por Júlio César em 46 A.C., Junho é que era o mês dos
casamentos, não Maio!
Junho
era o mês dedicado a Juno, a esposa do todo poderoso Júpiter, Zeus dos gregos, o
deus dos deuses.
E
se quem manda no lar ainda é a rainha, “in illo tempore”, quem mandava mesmo
era Juno, a deusa-mor, entidade poderosa no Panteão e considerada a verdadeira
guardiã dos casamentos e protetora de todas as mulheres.
Veja bem, mulherio casadouro: Junho é que é o mês!
Mesmo
com as modificações no calendário, introduzidas 1.600 anos depois pelo papa
Gregório XIII, Junho continuou sendo dedicado a Juno e às casamenteiras, não se
sabendo por que cargas d’água ou conveniências, os noivos, alguns párocos ou a
mídia transferiram os enlaces e o patrocínio celestial para Maio, cuja
patrocinadora era outra: a deusa Maia, uma das deusas das flores da primavera, mãe
de Mercúrio, o protetor do comércio, das artes, da Medicina e das ciências.
(Será
que comércio tem algo a ver com casamento?)
Mas
não tem mês melhor que Julho: calor no hemisfério norte, frio gostoso no
hemisfério Sul, férias(prá quem trabalha, of course, viagens, relax, diversão!
Não foi à toa que o Senado Romano, para babar o poderoso Júlio César, (olha que
costume antigo!), baixou uma lei trocando o nome do mês de Quinctillius” (olha que
nome horroroso!) para Julho.
Mas
a rapaziada romana solteira, chateada com o frio e os chuviscos de Fevereiro,
frequentemente fazia “mobs” e protestava
em frente ao prédio colunado e rico (já àquela época) do Senatus Populusque Romanus com o mote: “queremos
a transferência já das homenagens carnavalescas
a Baco do mês Frebruarius para
Quinctillius”. E acrescentavam o refrão (repetido depois sob as mais variadas
formas em terras tupiniquins): “solteiros unidos jamais serão vencidos”. E os
senadores sempre respondiam: “os cristãos ainda estão servindo de alimento aos
leões do Coliseu e o Papa Gregório ainda não nasceu”.
Atordoados
com as mudanças introduzidas alguns anos depois pelo primeiro imperador romano,
(Adriano não conta), Cesar Augusto (olha o Agosto aí, gente!), consultaram as
Pitonisas, a Esfinge e as Cassandras e elas responderam em côro, com voz
cavernosa: “aguardem o fim do calendário maia em 2012”...
Bem,
aí já é outra estória sobre calendários que poderemos contar (ou não) em 31 de
Dezembro do corrente.
Marcadores:
calendário,
casamentos,
Juliano,
Junho,
Maio,
mês
terça-feira, 29 de maio de 2012
Uma experiência musico-sensorial
Felix Mendelssohn Bartholdy é mais popular por sua “Marcha nupcial”,
peça abusivamente executada em casamentos, mas seu Concerto em mi para violino e orquestra é uma experiência musical e psicológica muito forte. O 1º movimento desse
concerto do judeu Mendelssohn é uma tremenda sacação emocional de certos lances
da vida! Prenúncio de drama, de pesadelo. A fala nervosa e irritada dos
violinos nas oitavas, discutindo com os celos e oboés alguma problema grave.
Uma sensação de algo pesado e difícil. Sensação de anúncio e escape a
algo não muito bom a acontecer. Um sonho ruim de passado que tenta se continuar
no presente. “Bad memories” em “present-perfect-tense”.
Ventania e clima alternado frio/quente/carregado.
O céu ameaça cair, qualquer hora a casa cai.
Como vamos ficar? Há abrigos? A quem recorrer?
Mas há soluções à vista.
Cathy, perdida no “O morro dos ventos uivantes”, sozinha, à
meia-noite, lá no topo do morro,à beira do abismo .
Difícil equilíbrio shakespeariano entre o ser e o não ser...
Poderia ser alguém de nós, só, às 11 da noite em plena praça do
Ferreira em Fortaleza, desfilando liso e desarmado entre marginais com a espada
de Dâmocles sobre a cabeça.
Talvez tenha sido isso que Mendelssohn quis passar através da música
nesse concerto: uma sensação desagradável que vem à tona rápida, persistente,
insistente como um gosto de azinhavre ou de braço de poltrona na boca.
Conselho: pule o primeiro movimento (ou não, para se aliviar no
segundo e no finale). O segundo mostra que a tempestade típica de Orlando no
verão, mesmo com seus trovões e relâmpagos, era apenas e nada mais que uma
simples e passageira chuva. Não caíram coriscos. O vento forte agora é uma
brisa leve. Nuvens cinzentas se esfumaçaram.
Há um diálogo calmo entre os instrumentos (interlocutores). Calmante sem uso de drogas.
O drama pintado era prelúdio de saídas. Soluções aparecem quando menos
se espera.
Há que se ter confiança e esperança e o diabo nunca é tão feio como se
pinta.
Pode-se pelo menos assobiar, sorrir, nunca gargalhar, mas pelo menos
dormir.
O acalanto vem no Finale.
A paz se derrama saltitante, quase gay como Gene Kelly em “Cantando na
Chuva”.
Há entendimentos e “insights”, luzes no fim do túnel.
Nada é grave, nada é grande, nada deve perturbar o curso da vida, esta
sim, embora curta, deve ser grande. Tudo agora parece pequeno diante da
grandeza da vida.
Tudo é superável: climas, situações, problemas, conflitos,
preconceitos.
Agora a beleza, a alegria e o consenso falam mais alto.
Até que enfim a catarse. Retorna-se ao “joie-de-vivre”.
Concerto completo de Mendelssohn em Mi menor – uma sessão musical de descarrêgo!
Quer uma mostra grátis?
Acesse:
Marcadores:
concerto em mi para violino,
experiência musical,
Mendelssohn,
musica clássica
terça-feira, 22 de maio de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)
Luar sobre Fortaleza
Praia de Iracema
Lady Godiva
Info-Arte
Verso e reverso
Fotopoema
Nascimento
Fotopoema2
Picasso - Guernica
O Sudoku de Ant.Gaudi no portal da Sagrada Família em Barcelona
Qualquer soma nas colunas, nas linhas ou em X dá 33: a idade de Cristo na cruz!
Pensamento1
Fanatismo
Dies irae dies ille
These foolish things
Tem dias...
Tem dias!
Wicked game (Kris Izaac)
Babalu
Fotopoema
Festival de Natal - Lago Negro - Gramado-RS
Nativitaten - um espetáculo que se renova e merece ser visto e revisto!
























