segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Hedy Lamarr

Hoje o doodle do Google comemora os 101 anos de nascimento de uma estrela de Hollywood: Hedy Lamarr. Até aí nada demais. Seria trivial e boçalidade se não se tratasse de uma mulher que foi considerada a mais bela mulher européia de sua época, mas não só isso, uma mulher extremamente forte e corajosa. Exemplo: em 1937, atriz de filmes alemães, casou-se com um milionário alemão amigo de Hitler que a mantinha praticamente presa em sua mansão pois ela tinha ascendência judia. Umbelo dia, Hedy (Hedwig Kiesler) pediu "autorização para ir com o marido a uma festa dos nazis usando suas mais valiosas jóias. Não foi: ao invés disso deu um boa noite cinderela no marido e fugiu com todas as suas jóias.para Paris (e depois para os Estados Unidos, quando foi contratada por um dos donos da Metro, Louis Mayer). Walt Disney inspirou-se em sua beleza para desenhar a Branca de Neve, que é sua caricatura até hoje. Só isso?Não: O sistema de comunicações que Lamarr criou para as Forças Armadas dos Estados Unidos atualmente acelera as comunicações de satélite ao redor do mundo e foi usado para criar a telefonia celular. Beleza e inteligência juntas em uma personalidade feminina muito forte e determinada. Seu último filme foi em 1958:"A mulher animal". Morreu em 2000 aos 86 anos.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Poema

No Jardim de Luxemburgo

(Winston, Paris, 2015)
















(Paris, 2015)

No jardim de Luxemburgo
experimentei a sensatez
das palavras do poeta frances
com a sensação  recorrente
de que ao ter andando correndo
sempre em frente
em direção ao lago
a juventude não passou
nem para mim turista ao leu
nem para a estátua nua
que tem como chapéu
uma cascata de pombos.

Árvores centenárias
assobiam os estribilhos
da velha Marselhesa
em frente ao palácio do Senado
que Maria de Médici
viúva da nobreza
mandou construir
na pós  renascença
com saudades de sua Florença.

Miro-me no lago
Narciso ao contrário
e percebo aziago
que  Gérard de Nerval
tinha razão:
ela  a juventude,
La jeune fille,
passou rápida
como a imagem da criança
correndo com seu balão.

Olho em direção ao banco
onde está sentado
um cidadão de cabelo branco
quase entregue a Morfeu
com um livro caído ao colo,
serei eu?

Aproximo-me e leio
na contracapa
as últimas palavras
do poeta demiurgo
escritas há mais de cem anos
nesse mesmo jardim:
Parfum, jeune fille, harmonie,
Perfume, mulheres e harmonias
passam fugidias
como os pombos de Luxemburgo.


terça-feira, 24 de março de 2015

domingo, 8 de março de 2015

Poema















Mar vivo

Sob duras penas
arrancarei meu norte
de bússolas quebradas
Barco frágil
e sem mecenas
todas as ondas
estarão contra mim.
Só uma vaga me voga
e me envolve por fim
e sobre ela, absorto,
me jogarei contra o porto
sem sul, sem leste ou oeste
alea jacta est.

(Ilustração: quadro de W.Turner - "O naufrágio do Minotauro")
















Alma latina
Minh'alma latina canta
e canta fox inutilmente
não canta em tom maior
minh'alma latina só canta
tons tristes de lá menor
e dança rock desengonçado
por isso me desespero
minh'alma latina
só sonha em bolero.

Minh'alma latina chora
e chora blues inutilmente
não adianta ela engasga
mistura Billie e fandango
mistura King com tango
antropofagicamente
faz o que pode
tenta até dançar pagode
com letra antiga de fado.

Minh'alma latina toca
e toca sax inutilmente
não adianta o pistão
ele tem trava psíquica
minh'alma latina insiste
em misturar a cuíca
com acordes de violão
em batida lenta e triste

como compete a um chorão.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Piazzolla

Ouvi novamente uma música antológica que deveria ser considerada Patrimonio Cultural da humanidade:  "Adios Nonino" em uma gravação em CD com o bandoneon de Astor Piazzolla. Só não fui às lágrimas (novamente) porque de tanto ouvi-la, lágrimas correlatas já não há, além do mais, Piazzolla a compôs em homenagem a seu pai, doente e prostrado em seu leito. Deixo as lágrimas, se as houver, a quem quiser por acaso me prantear no futuro, que espero ainda longínquo, colocando em um portátil qualquer um MP3 de  Adios Nonino.

Se vivo estivesse, Piazzolla estaria completando 94 anos em 2015. Talvez não tivesse a destreza e a força necessária para extrair do seu bandoneon essas melodias e acordes inigualáveis, inimitáveis e indescritíveis, de melodias que vão fundo na alma, daquela mistura inesperada e inusitada de tango com puro jazz!

Ou talvez, uma vez que era um homem forte, bem talhado até nos seus últimos dias, fosse ainda melhor no sanfonar de seu bandoneon, igual a um senhor, já bem idoso, que ouvi tocando com imensa maestria em Buenos Aires,  em um show de uma casa noturna chamada "Señor Tango". Quando foi anunciado que o dito cujo era um dos últimos participantes do grupo de Piazzolla, quase não acreditei até ao minuto em que o velhinho puxou os primeiros acordes piazzollianos do bandoneon. Aí valeu a noite, valeu o ingresso e meu ouvido me guardou uma memória imorredoura! Escusado dizer que ele tocou justamente o "Adiós Nonino", um avô prestando uma homenagem a seu pai, o Nono.


De onde Piazzolla tirou a ideia de misturar tango com jazz e apostar que daria certo? Sabemos que essas misturas de ritmos nunca emplacam, a não ser como passageira novidade. Por essas bandas já tentaram misturar samba com be-bop, sertanejo com rock, old american standards com bossa nova mas não emplacou nem emplaca. Piazzolla fez a mágica da mistura funcionar e ser aceita para sempre! Como começou? Quando na década de 20, ainda criança, foi com sua família argentina morar em Nova York. Lá, interessando-se por música, ganhou de seu pai um presente: seu primeiro bandoneon. 

O pai, percebendo suas habilidades musicais, contratou nada mais nada menos que Bela Wide, um professor que foi aluno de Rachmaninov, compositor clássico russo. Com o DNA do tango nas veias e o gosto pelo jazz que por essa época nascia com músicos famosos nos Estados Unidos, eis o resultado: uma música única, pungente como o tango mas ao mesmo tempo alegre e diversificada como o jazz. Canções com marca registrada, com a grife piazzollana.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Aforisma de um antigo sábio chinês:

Luar sobre Fortaleza

Luar sobre Fortaleza
Praia de Iracema

Lady Godiva

Lady Godiva

Info-Arte

Info-Arte
Verso e reverso

Fotopoema

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Nascimento

Fotopoema2

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Picasso - Guernica

O Sudoku de Ant.Gaudi no portal da Sagrada Família em Barcelona

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Qualquer soma nas colunas, nas linhas ou em X dá 33: a idade de Cristo na cruz!

Pensamento1

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Fanatismo

Dies irae dies ille

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These foolish things

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Tem dias...

Tem dias...
Tem dias!

Wicked game (Kris Izaac)

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Babalu

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Fotopoema

Festival de Natal - Lago Negro - Gramado-RS

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Nativitaten - um espetáculo que se renova e merece ser visto e revisto!